Reportagem afirma que a China encontrou uma forma de usar os chips da Nvidia sem precisar importá-los para o país

Alessandro Di Lorenzo 26/08/2024 15h22 

Beijing and Washington DC data centers connected by global fiber optic cables and high-speed data transfers over world map
Data hubs in Beijing and Washington DC linked by global fiber optic networks enable high-speed data transfers worldwide.

Os chineses estão buscando diferentes formas de driblar as sanções impostas pelos Estados Unidos. O principal objetivo de Pequim é garantir o acesso a chips semicondutores. De acordo com uma reportagem do The Wall Street Journal, os esforços da China agora estão voltados para usar produtos da Nvidia sem necessariamente importá-los para o país.

Analistas afirmam que ação chinesa não é ilegal

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A publicação afirma que empresas chinesas estão trabalhando para acessar o poder de computação destes chips diretamente do exterior. Isso é possível, em diversas vezes, mascarando a identidade dos usuários e usando técnicas do mundo das criptomoedas.

Aerial view of data centers labeled Global Chip Alliance and Silk Road Chip Hub with US and Chinese flags.
An aerial view of interconnected data centers representing US and China chip alliances in Malaysia.

 Um dos exemplos citados é o da empresa de Derek Aw, um ex-minerador de Bitcoin. Ele convenceu investidores em Dubai e nos EUA a financiar a compra de servidores de inteligência artificial que abrigam os poderosos chips H100 da Nvidia. São cerca de 300 servidores localizados em um data center em Brisbane, na Austrália, e que processam algoritmos de IA para uma empresa chinesa que não foi identificada.

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Segundo analistas, compradores e vendedores de poder de computação, bem como os intermediários destas negociações não estão infringindo nenhuma lei. As sanções dos EUA têm como alvo as exportações de chips, equipamentos e tecnologia avançados para a China. No entanto, estas regras não proíbem que empresas chinesas ou suas afiliadas estrangeiras acessem serviços de nuvem para usar os chips da Nvidia em outras partes do mundo.

Em janeiro deste ano, o Departamento de Comércio norte-americano chegou a propor uma nova regra para impedir o treinamento de grandes modelos de IA no exterior. As empresas dos EUA, entretanto, argumentam que a regra não impediria possíveis abusos e, em vez disso, poderia minar a confiança dos clientes e enfraquecer a competitividade destas companhias.

A Nvidia se limitou a dizer que cumpre os controles de exportação dos EUA e não vende produtos sancionados para a China. Tanto o governo norte-americano quanto o chinês não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto. China desenvolveu uma nova forma de acessar os chips da Nvidia do exterior (Imagem: divulgação/Nvidia)

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